Biometrics HITech Summit – 2018

CONDIÇÕES ESPECIAIS PARA INSCRIÇÃO NO EVENTO

AFENAPPI convida você a participar do único evento do País totalmente dedicado à identificação humana: inscreva-se já noBiometrics HITech Summit 2018 e desfrute de condições muito especiais!

A quarta edição do evento será realizada de 21 a 23 de agosto de 2018, no Centro FECOMERCIO de Eventos, em São Paulo/SP.

Acesse www.biometricshitech.come utilize o cupom convFENAPPI2018 no ato de inscrição para aproveitar as oportunidades: * Até 26/04 – inscrição gratuita* * Após 26/04 – valor especial: apenas R$ 10,00*

Corra, essas condições sãolimitadas às 100 primeiras inscrições!

Você terá acesso às seguintes atrações: * Biometrics HITech Conference * VI Congresso Nacional de Necropapiloscopia * Fórum Político * Biometrics HITech Expo * Lounge das Startups

Em caso de dúvidas, contate info@biometricshitech.com.

Contamos com você!

Célia Fernandes
Presidente da APPESP

Antonio Maciel Aguiar Filho
Presidente da FENAPPI

Luciano Baptista
Co-fundador da
Biometrics HITech

Papiloscopia: o que é e quais os desafios para trabalhar nessa área

Se você abriu esse artigo é porque, provavelmente, possui interesse em ser ou talvez já seja um Papiloscopista. Você está no caminho certo. Chegou o momento de saber as principais informações e desafios do universo da Papiloscopia. Boa leitura!

Para entendermos melhor o que é a Papiloscopia, como atuar nessa área e quais os principais desafios, é importante saber um pouco da sua história. Vamos lá! Vou contextualizar de forma resumida como essa profissão se iniciou e como chegou no Brasil.

Um pouco de história da Papiloscopia

A Papiloscopia é uma ciência que começou a ser utilizada no Brasil a partir de 1903, pelo Dr. Felix Pacheco, chefe do Gabinete de Identificação do Estado do Rio de Janeiro, naquela época.

O método de identificação até então utilizado era a antropometria, criado em 1879, por Alphonse Bertillon, na França.  Consistia na tomada de medidas do corpo e marcação fotográfica de sinais particulares das pessoas que eram presas, era amplamente aceito e considerado como meio definitivo de identificação.

Porém esse método apresentou falhas e foi contestado a partir de um caso que ocorreu na Penitenciária Leavenworth, Kansas nos Estados Unidos. Veja o que aconteceu:

O caso de Will & William West

Um homem chamado Will West foi preso e, devido à semelhança fotográfica e das marcações das medidas de seu corpo com o de outra pessoa, ele foi confundido com William, que já havia sido preso naquela Penitenciária.

Por sorte, na época da prisão do primeiro, o diretor daquele presídio, tomando conhecimento de uma nova técnica que fora desenvolvida por um chefe de polícia na Argentina e que consistia no uso das marcas das pontas dos dedos para identificar detidos, resolveu aderir também a esse método e fez um teste na penitenciária, tomando as impressões digitais de todos ali presos.

Na ficha de William já havia suas impressões digitais registradas. Então, quando foram coletadas e analisadas as impressões de Will West, verificou-se que estavam ali duas pessoas diferentes.

Esse fato mostrou que antropometria, diferente do que se pensava, não era um método conclusivo de identificação, mas sim auxiliar. A partir desse fato, a identificação por meio de impressões digitais começou a ser utilizada em todo o mundo.

O que é a Papiloscopia? 

A Papiloscopia é um método técnico-cientifico de identificação humana por meio de impressões papilares, ou seja, são reproduções dos desenhos encontrados nas papilas dérmicas palmares (mãos) e plantares (pés), sendo as impressões digitais (dedos) as mais difundidas.

É um método comparativo entre uma impressão papilar de autoria desconhecida em relação a outra já conhecida. Desse exame, será elaborado um Laudo Pericial Papiloscópico, que será sempre conclusivo. Esse laudo afirmará se a impressão sob questionamento pertence ou não a determinado dedo. Quando não for possível afirmar de modo positivo ou negativo, significa que não há condições técnicas suficientes para análise.

Por que as impressões digitais são tão precisas e confiáveis?

As impressões digitais se formam entre o terceiro e o quarto mês de vida intrauterina e só desaparecem depois da putrefação cadavérica. Nesse intervalo de tempo elas não modificam seu desenho, a não ser por influência externa como, por exemplo, cortes ou queimaduras que deixam cicatrizes.

A impressão digital de cada dedo é exclusiva. Ela não repete nem de uma pessoa para outra pessoa, nem de um dedo para outro dedo da mesma pessoa. Isso acontece também com os desenhos da palma da mão e da planta dos pés.

Desafios da Papiloscopia

O Brasil utiliza uma tecnologia avançada nesse aspecto. Além disso, existem profissionais especializados, tanto na Polícia Federal quando nas Polícias Civis. Existe, ainda, um banco de dados de impressões digitais robusto, contendo milhões de registros, e que cresce diariamente.

Esse banco de dados tem utilização variada, tanto na esfera civil, quanto na criminal, ou seja, pode ser utilizado para a emissão de carteira de identidade, de passaporte ou de título de eleitor, ou na identificação de suspeitos a partir de impressões digitais encontradas em uma cena de crime, dentre outras aplicações.

Diante disso, pense no seguinte questionamento: a impressão digital tem poder de dar autoria de crime? A resposta é não. Encontrar uma impressão digital em uma cena de crime, por exemplo, é somente um indício de que a pessoa que a produziu provavelmente esteve naquele local. Mas este é apenas um elemento a mais para a autoridade policial poder investigar.  Quem dá autoria de crime, na verdade, é a investigação.

No Brasil, as técnicas de revelação e de coleta de impressões palmares e plantares em cenas de crime estão bastante evoluídas.  Em praticamente toda superfície que tocamos, as nossas impressões digitais ficam registradas. O desafio dos Papiloscopistas é realizar adequadamente a revelação, coleta e/ou registro fotográfico para posterior análise em laboratório específico para esse fim.

Atualmente, o maior desafio enfrentado é a falta de conhecimento da sociedade acerca da importância da preservação dos locais de crime. Existe uma máxima popular que diz: “o criminoso sempre assina o local do crime”. A função do corpo pericial é ler essas “assinaturas”. Quando uma cena de crime não é preservada, corre-se o risco de perder os vestígios que possivelmente ali estão.

E você, que leu esse post e se interessa por esse assunto, quer se aprofundar mais nas técnicas da Papiloscopia? O curso pós-graduação em Perícia Criminal e Ciências Forenses do IPOG oferece um módulo exclusivo de Papiloscopia. Será uma honra compartilhar mais conhecimentos com você em sala de aula. Até mais!

 

Fonte: https://blog.ipog.edu.br/gestao-e-negocios/papiloscopia-trabalho-nessa-area/

Pesquisa de policial federal do ES ganha destaque internacional

O papiloscopista Policial Federal, Carlos Magno Girelli, desenvolveu em sua tese de doutorado em Física pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) uma pesquisa que está chamando a atenção de especialistas de todo o mundo. Abordando a revelação de impressões digitais em cartuchos de munição deflagrados, os resultados da pesquisa poderão orientar os peritos em impressões digitais do Brasil ao processar cartuchos visando à identificação de suspeitos.

Formado em Física e em Direito, Girelli iniciou sua pesquisa em 2013, em Brasília (DF), no Instituto Nacional de Identificação (INI), do Departamento de Polícia Federal. Após dois meses de trabalho na capital federal, em parceria com o Químico e também papiloscopista Policial Federal, Bernardo Lobo, retornou ao Espírito Santo e prosseguiu com o trabalho no Laboratório de Materiais Carbonosos e Plasma Térmico do Departamento de Física da UFES, contando com o apoio de seu orientador professor Francisco Emmerich (meu orientador) e dos professores Jair Freitas e Alfredo Cunha

Após análise de um número significativo de amostras e comparação de diversas técnicas de revelação de impressão digital, o papiloscopista conseguiu identificar a sequência de técnicas mais adequadas para o processamento de cartuchos deflagrados. “Por uma série de motivos, a identificação de suspeitos com base nas impressões digitais reveladas a partir de cartuchos deflagrados é muito difícil. O problema é antigo, não há consenso na literatura científica quanto ao melhor método de revelação a ser aplicado e são raros os casos criminais solucionados nesse sentido. Até então, não havia procedimento padrão no Brasil que orientasse quanto a isso. Agora existe uma pesquisa científica embasada em critérios objetivos e padrões internacionais que preenche essa lacuna”

Os resultados da pesquisa sugerem a aplicação sequencial de três diferentes reagentes compatíveis entre si e que requerem três diferentes tipos de iluminação, de modo a aumentar a probabilidade de sucesso. Um deles, à base de ácido selênico e sulfeto de cobre, é comercializado no exterior para finalidade diversa sob a denominação de Gun Blue. Este produto apresenta elevado potencial para revelação de impressões digitais em superfícies metálicas, baixo custo e ainda é pouco conhecido e utilizado pelos peritos no Brasil. A pesquisa conduzida por Girelli levou ainda à observação de um fenômeno inédito que tem intrigado renomados pesquisadores da área. Sob certas circunstâncias, o Gun Blue reage de forma diferente em superfícies metálicas previamente aquecidas, gerando revelação invertida em relação ao esperado, como em um negativo fotográfico

“Estamos trabalhando para compreender a fundo os fenômenos físico-químicos envolvidos na reação do Gun Blue com a superfície metálica e em que circunstâncias a revelação invertida ocorre. Acreditamos que, com a conclusão da tese, seja possível aos peritos ir além da identificação do autor de uma impressão digital revelada em superfície metálica que sofreu aquecimento.

Dependendo do padrão de revelação observado (normal ou invertido), o perito poderá também determinar se o autor tocou a superfície antes ou após o aquecimento. Essa informação pode ser muito importante, por exemplo, ao examinar locais de crime envolvendo incêndio criminoso ou homicídio seguido de incêndio visando eliminar evidências, onde a presença do autor no local de crime antes ou após o incêndio pode ser o diferencial para sua condenação ou absolvição”, explica Girelli

Repercussão internacional – As descobertas de Carlos Magno Girelli ganharam repercussão internacional. O policial federal já publicou diversos artigos sobre o assunto, incluindo um na revista Forensic Science International, a mais importante de ciências forenses do mundo

Também participou da 100ª Conferência Internacional da Associação Internacional para Identificação (IAI – International Association for Identification), maior e mais antiga associação desta área, realizada nos Estados Unidos, em agosto. Na ocasião, seu trabalho foi escolhido por um dos maiores expoentes das impressões digitais, Dr. Robert Ramotowski, do Serviço Secreto dos Estados Unidos, para ser explicado aos participantes do evento

Em outubro, Girelli participará do Encontro do Grupo Internacional de Pesquisa em Impressões Digitais (IFRG – International Fingerprint Research Group), que ocorre na Índia. Reunindo renomados pesquisadores do mundo da área de impressões digitais, o evento recebe apenas convidados. O capixaba será o primeiro perito em impressões digitais da América do Sul a se tornar membro do IFRG, que possui representantes de todas as regiões do globo. “Lá serão apresentados e discutidos cerca de 50 artigos científicos relevantes e atuais por aproximadamente 30 renomados pesquisadores. Farei apresentação oral deste trabalho com cartuchos e de outro sobre detecção de impressões revertidas (espelhadas) em documentos falsos”, antecipa

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